Puccinelli vira réu pela primeira vez na Operação Lama Asfáltica (Foto: Arquivo)

O juiz substituto da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Rodrigo Boaventura Martins, aceitou a primeira denúncia contra o ex-governador André Puccinelli (PMDB), que se tornou réu, pela primeira vez, na Operação Lama Asfáltica. O peemedebista tinha reclamado da demora na investigação em novembro, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Agora, o ex-governador, o empresário João Amorim, o ex-deputado Edson Giroto e mais 10 pessoas vão responder criminalmente pela denúncia de corrupção, fraude em licitações e desvios de recursos públicos em obras de infraestrutura.

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Puccinelli é acusado de chefiar uma organização criminosa especializada em desviar aproximadamente R$ 235 milhões dos cofres públicos, conforme investigação da Polícia Federal e do MPF (Ministério Público Federal).

A primeira ação penal contra o peemedebista foi protocolada no dia 12 de dezembro do ano passado, um mês após ele ser preso, e recebida pelo magistrado no dia 14 do mesmo mês. No entanto, o despacho do juiz só se tornou público nesta sexta-feira.

Esta não dever ser a única denúncia contra Puccinelli. Giroto, que foi secretário de Obras nas gestões do peemedebista como prefeito da Capital e governador do Estado, tornou-se réu pela quarta vez.

Puccinelli está com os bens bloqueados por meio de três liminares da Justiça Federal, que totalizam R$ 303 milhões. Ele se lançou pré-candidato a governador pelo PMDB nas eleições deste ano. Aliados devem usar a candidatura para tentar minimizar as próximas denúncias.

Boaventura Martins já sinalizou que vai acatar o pedido do peemedebista, que se queixou da demora do caso. A Operação Lama Asfáltica começou em 2013, mas sofreu atrasos devido ao foro privilegiado de Puccinelli, quando era governador, e de Giroto, como deputado federal. O caso só deslanchou em julho de 2015, quando os dois não tinham mais foro privilegiado.

O magistrado determinou que a Justiça Federal implante todas as medidas legais possíveis para apressar o julgamento do processo.

Os 13 réus

1 – André Puccinelli

2 – Edson Giroto

3 – Maria Wilma Casanova Rosa

4 – Hélio Yudi Komiyama

5 – Edmir Fonseca Rodrigues

6 – Luiz Cândido Escobar

7 – Fausto Carneiro da Costa Filho

8 – Wilson Roberto Mariano de Oliveira (Beto Mariano)

9 – Marcos Tadeu Enciso Puga

10 – Maria Regina Bertagnolli de Gonçalves

11 – João Amorim

12 – Elza Cristina Araújo dos Santos

13 – Romeu Tadeu Menossi