O ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cogitam a hipótese de lançar o deputado federal Marcos Pollon (PL) como candidato a governador de São Paulo pela extrema direita em 2026. Ele seria a opção caso o atual governador, Tarcísio de Freitas, troque o Republicanos pelo PL para ser candidato a presidente da República com o apoio do bolsonarismo.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo jornal O Globo. O objetivo é garantir um bolsonarista raiz na disputa do governo paulista. Tarcísio era do Rio de Janeiro e só transferiu o título para ser candidato a governador e ganhou.
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A estratégia também teve sucesso com a mulher do ex-juiz e atual senador, Sergio Moro (União Brasil). A advogada Rosângela Moro trocou o Paraná por São Paulo e se elegeu deputada federal.
Bolsonaro vem articulando para eleger o maior número de aliados e em diferentes estados. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve ser candidata a senadora pelo Distrito Federal. O filho Carlos Bolsonaro pode ser candidato a senador por Santa Catarina, Espírito Santo ou Roraima, apesar de ter feito carreira política e ser vereador pelo Rio de Janeiro.
Pollon foi o deputado federal mais votado por Mato Grosso do Sul e está no primeiro mandato. A candidatura em São Paulo pode ser a volta por cima do parlamentar que sempre foi renegado por Bolsonaro. O ex-presidente o descartou como candidato a prefeito da Capital no ano passado e o preteriu novamente neste ao sinalizar que o seu candidato a senador em 2026 será o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ou a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL).
Conforme o jornal O Globo, não há uma decisão fechada de Bolsonaro e seria apenas uma hipótese. O deputado se apressou em negar qualquer convite para ser candidato em São Paulo.
“Meu compromisso é com Mato Grosso do Sul. Fui o deputado federal mais votado do Estado, com 103.111 votos, e vou continuar trabalhando para torná-lo cada vez mais forte, competitivo e próspero”, disse ao Campo Grande News.
“Vivemos um momento em que cidadãos estão presos de forma arbitrária e liberdades vêm sendo violadas. Antes de pensar em pleitos futuros, é preciso reparar esse dano histórico e resgatar o estado de direito”, afirmou, assegurando que vai priorizar a luta pela anistia.